Pivetta descarta taxar energia solar e rejeita retomada de RGA da Covid aos servidores de MT

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Pivetta descarta taxar energia solar e rejeita retomada de RGA da Covid aos servidores de MT

Conteúdo/ODOC – O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que não pretende criar qualquer tipo de cobrança sobre a geração de energia solar no estado e também descartou retomar discussões sobre o pagamento da chamada RGA da Covid aos servidores públicos.

As declarações foram feitas nesta quarta-feira (1l), em meio ao cenário pré-eleitoral e ao debate impulsionado por adversários políticos sobre a revisão de benefícios e ampliação de gastos públicos.

Pivetta sustentou que, durante o período mais crítico da pandemia, o Estado apenas cumpriu a legislação federal que impedia reajustes salariais ao funcionalismo. Segundo ele, após o fim das restrições, o governo passou a garantir a recomposição inflacionária de forma regular, com concessões anuais baseadas nos índices oficiais.

O chefe do Executivo estadual sinalizou que não há qualquer intenção de reabrir o debate sobre valores retroativos ligados à Revisão Geral Anual daquele período. A avaliação do governador é de que a sociedade espera a manutenção do atual equilíbrio fiscal, sem medidas que ampliem despesas de forma significativa.

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No campo político, Pivetta criticou propostas apresentadas por possíveis adversários na disputa pelo governo, como os senadores Jayme Campos (União) e Wellington Fagundes (PL), além da médica Natasha Slhessarenko (PSD). Segundo ele, há um discurso que combina promessas de aumento de gastos com redução de receitas, o que classificou como inviável do ponto de vista das contas públicas.

Ele também afastou qualquer possibilidade de taxação da energia solar, tema que vem sendo discutido em diferentes estados e gera preocupação entre consumidores e setores produtivos. De acordo com o governador, a gestão seguirá priorizando responsabilidade fiscal e evitando medidas que possam pressionar a folha de pagamento.

A chamada RGA da Covid reúne percentuais de recomposição inflacionária que deixaram de ser pagos em anos anteriores. Parte desse índice remonta a 2019, quando o reajuste foi barrado pelo Tribunal de Contas do Estado por extrapolação do limite de gastos com pessoal. Já em 2020 e 2021, a concessão foi suspensa por força de legislação federal editada durante a pandemia. O acumulado chega a 19,52%.

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Mesmo com a pressão de setores do funcionalismo e o tema sendo utilizado no debate político, o governo estadual mantém o posicionamento de não avançar com qualquer revisão desses valores.

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