Mauro cobra expulsão de envolvidos com lista de “alunas estupráveis” na UFMT

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Mauro cobra expulsão de envolvidos com lista de “alunas estupráveis” na UFMT

Conteúdo/ODOC – O ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, classificou como “inadmissível” o caso envolvendo um estudante da Universidade Federal de Mato Grosso acusado de criar e compartilhar uma lista com nomes de supostas “alunas estupráveis” dentro da instituição.

Em publicação nas redes sociais, Mauro afirmou que episódios como esse representam o início da violência contra as mulheres e defendeu punições mais rigorosas para casos semelhantes.

“Inadmissível que um estudante da UFMT tenha criado e compartilhado uma lista de ‘alunas estupráveis’. E assim que a violência contra a mulher começa: com atitudes que diminuem, expõem, ridicularizam e menosprezam aquilo que é feminino, escalando em seguida para a violência verbal, psicológica e física”, declarou.

O ex-governador também afirmou que sente orgulho da trajetória que construiu dentro da universidade, onde foi estudante e presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE), e disse que pessoas que disseminam violência contra mulheres não deveriam permanecer na instituição.

“Tenho muito orgulho de ser egresso e ex-presidente do DCE dessa universidade. E por isso afirmo: quem dissemina violência contra as mulheres não merece estudar na nossa UFMT”, disse.

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Mauro Mendes ainda defendeu mudanças na legislação para endurecer punições relacionadas à violência de gênero.

“Que em breve possamos ter leis mais duras para punir com severidade quem comete esse tipo de crime”, completou.

O caso ganhou repercussão após denúncias de que um estudante da UFMT teria compartilhado, em grupos de mensagens, uma lista classificando estudantes mulheres da universidade com termos ofensivos e de cunho sexual. A situação provocou indignação entre alunos, professores e movimentos estudantis, que cobraram providências da instituição e das autoridades competentes.

Após a repercussão, a UFMT informou que acompanha o caso e reforçou que não compactua com qualquer tipo de violência, discriminação ou prática que viole os direitos das mulheres dentro do ambiente universitário.

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