Blairo Maggi critica “ditadura partidária” após PRD destituir Mauro Carvalho da presidência

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Blairo Maggi critica “ditadura partidária” após PRD destituir Mauro Carvalho da presidência

Conteúdo/ODOC – O ex-governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, afirmou que a destituição de Mauro Carvalho da presidência do PRD no estado não causa surpresa e reflete a forma como as legendas políticas operam no país.

Ao comentar o episódio, Maggi avaliou que intervenções nas direções estaduais fazem parte da lógica interna das siglas. Segundo ele, os partidos concentram poder nas cúpulas nacionais, que tomam decisões de acordo com seus próprios interesses.

“A política é muito diferente. Se tem algo que funciona como uma espécie de ditadura, no sentido literal, são os partidos. Existe uma liderança que age como ‘dona’ da estrutura e decide o que considera mais conveniente para si e para o grupo que comanda”, declarou.

Na avaliação do ex-governador, mudanças abruptas, como a ocorrida no diretório mato-grossense do PRD, são práticas recorrentes e não representam exceção. “Não surpreende quando há uma intervenção em um partido aqui ou em qualquer outro lugar”, completou.

Atualmente filiado à Federação União-Progressista, Maggi disse estar afastado das articulações políticas, mas utilizou exemplos recentes para reforçar sua crítica ao modelo partidário. Ele citou o PSD nacional, liderado por Gilberto Kassab, ao mencionar decisões sobre candidaturas que desconsideram trajetórias internas.

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Como exemplo, mencionou a entrada do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, em disputas políticas dentro da legenda. Para Maggi, situações desse tipo evidenciam que decisões estratégicas ficam concentradas nas lideranças nacionais, mesmo quando há pré-candidatos que já vinham se articulando há mais tempo.

“Às vezes há pessoas construindo uma candidatura por anos, investindo tempo e recursos, e no fim a decisão muda de direção. É algo comum. Pode até ser negativo, mas faz parte do jogo político”, afirmou.

A mudança no comando do PRD em Mato Grosso ocorreu no fim de março, quando o presidente nacional da sigla, Ovasco Resende, em conjunto com o dirigente do Solidariedade, Paulinho da Força, comunicou a saída de Mauro Carvalho. A justificativa apresentada foi a falta de organização de uma chapa competitiva para deputado federal.

Nos bastidores, o movimento também coincidiu com o reposicionamento político de lideranças locais. O partido no estado já havia sinalizado apoio ao grupo ligado ao ex-governador Mauro Mendes, que se articula como pré-candidato ao Senado.

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Após a mudança, integrantes do PRD em Mato Grosso migraram para outras legendas da base governista, como o Republicanos e a Federação União Progressista, redesenhando o cenário político local para as próximas eleições.

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