O Orçamento de 2026 terá um bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões de gastos não obrigatórios, informaram há pouco os Ministérios da Fazenda e do Planejamento. O valor consta do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento enviado ao Congresso a cada dois meses que orienta a execução do Orçamento.
Com o novo bloqueio, o total de recursos bloqueados chega a R$ 23,7 bilhões em 2026. Os recursos foram bloqueados para cumprir o limite de gastos do arcabouço fiscal, que prevê crescimento dos gastos até 2,5% acima da inflação para este ano.
Notícias relacionadas:Escola para TEA e previdência privada geram dúvidas no IR; saiba mais.Receita libera consulta ao maior lote de restituição da história.Arrecadação federal bate recorde e supera R$ 278 bilhões em abril.Segundo os Ministérios da Fazenda e do Planejamento, esse bloqueio foi necessário porque o governo terá de abrir crédito para acomodar o crescimento de gastos obrigatórios.
As principais despesas obrigatórias, cujas estimativas aumentaram em relação ao bimestre anterior são as seguintes:
Benefício de Prestação Continuada (BPC): +R$ 14,1 bilhões;
Benefícios previdenciárias: +R$ 11,5 bilhões;
Demais despesas: +300 milhões.
Em contrapartida, o relatório reduziu a previsão dos gastos com o funcionalismo público:
Despesas com pessoal e encargos sociais: –R$ 3,8 bilhões.










